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domingo, 26 de junho de 2011

A espera de

Estava cá eu lendo um livro que o Lion me emprestou sexta feira, sobre o qual ele até postou no blog que eu linkei ali em cima, e, diante de tantas colocações aparentemente randomicas e bastante inteligentes contidas no citado livro, tive certa inspiração para um post.
Ainda agora tentei convencer a todos que hoje ainda era sábado e amanhã, por conseguinte, domingo. Como a semana passada foi praticamente nula pra todo mundo, meadd Corpus Christi, consegui convencer umas duas pessoas. Daí essas pessoas foram olhar no calendário e viram que era tudo brinks minha e eu me lasquei. Enfim. 
Realmente queria que amanhã ainda fosse domingo. Essa semana parece-me que será extremamente tensa, cheia de coisas resolvidas definitivamente. O resultado da maldita bolsa que eu estou esperando desde abril sai, provavel e impreterivelmente, até quinta feira e esperar por isso me consome até o último fio de cabelo. Gostaria de saber logo se minha vida vai mudar pelos próximos dois anos ou vou ter que ficar a espera de outra coisa que venha sacodir as estruturas do meu tão bem fundamentado cotidiano.
É muito triste essa realidade em que me encontro, sempre a espera de alguma coisa. Já tentei fazer com que a mudança acontecesse e minha pobre e enfadonha rotina fosse modificada, mas tudo acaba, de alguma forma, fugindo ao meu controle. O fato principal é que agora tenho que esperar as coisas acontecerem e, nisso, eu não sou muito boa. Não sou boa em esperar. Deveria ser, mas não sou. 
O incômodo causado pela ansiedade do porvir é extremo. A perspectiva de mudança é razoavel, tão razoavel que, de alguma forma, já estou me apegando a ela e não quero largar de jeito nenhum. Eu sei que em algum momento vou conseguir mudar o cenário do meu cotidiano, cenário dito aqui no sentido mais literal da palavra, mas não sei se é dessa vez. Isso é o que está me matando, na realidade.
A realidade principal e mais preocupante é que eu cansei. Canseeeei (com todos esses es mesmo). Preocupante porque quando eu canso, as coisas começam a ser meio tenebrosas, eu entro em estados de semi letargia e minhas atividades se tornam quase mecânicas. Não gosto disso, quero mudar isso. Mas não gosto de tanta coisa e quero mudar tanta coisa que é imutável que acabo por me sentir impotente com tudo
Em todo caso, desconsiderar tudo que foi escrito é o primeiro passo para a libertação moral. Esse post irá se autodestruir em 3, 2...

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