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terça-feira, 19 de abril de 2011

Teoria consipiratória: Desventuras em Série, uma crítica velada.

O Baudelaire
Estava eu hoje na aula de Teoria da Literatura quando de repente o professor mandou que analisássemos um poema de Baudelaire e fizéssemos uma análise do que é blá blá blá. Enfim, fazia muito tempo que não associava mais o poeta Baudelaire com Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, mas, encontrando-me em uma situação de análise, na qual minha mente teve muito tempo para divagar sobre tudo, associei novamente. 
Parti, então, dos seguintes princípios: 
1) Charles Baudelaire era um grande admirador e tradutor das obras de Edgar Allan Poe, além de ter sido grandemente influenciado por elas.
2) As nomenclaturas nas obras de Lemony Snicket nunca foram arbitrárias, visto que ele teve o cuidado de nomear cada coisa subliminarmente, tendo até o cuidado de que no título dos livros, a inicial do primeiro e segundo nome fosse a mesma (menos no 13°, mas isso não tem nada a ver com a história). 
Irmãos Baudelaire
3) Não é segredo para ninguém que tenha lido os livros a clara influência sofrida por Lemony oriunda da literatura moderna mundial.
Dito isso, posso continuar com meu pensamento.
No primeiro livro de Desventuras em Série, somos apresentados aos Baudelaire. Crianças muitíssimo inteligentes e talentosas (inventar, ler, morder...). Riquíssimas, moravam com pais afetuosos em uma bela casa. Até que a casa foi destruida por um incêndio, com seus pais falecendo juntamente com os pilares da residência. 
O Poe
Depois da morte dos pais, são entregues aos cuidados do banqueiro Sr. Poe. (rá, Baudelaire, Poe, rá, rá, ráááá!), que seria responsável pelo bem estar das crianças e cuidaria de sua fortuna. 
Há, portanto, uma analogia impressionante com a realidade, visto que o Sr. Poe era responsável ,de alguma forma, pelos Baudelaire, assim como Edgar Allan Poe foi responsável, de alguma forma, pelas obras escritas por Charles Baudelaire, pois, como já disse, foi uma de suas principais influências.
Em um segundo momento nos livros de Desventuras em Série, vemos que o Sr. Poe não está muito interessado no bem estar de seus protegidos, enviando-os para a casa de um parente exótico, que imediatamente se mostra como o grande vilão da série, Conde Olaf. 

Neste momento, traçando um paralelo com a realidade, pode-se se pensar que Lemony Snicket não gostava da influência exercida por Edgar Allan Poe sobre Charles Baudelaire, por alguma razão que desconheço. Tudo bem, a influência não foi tanta. Outra hipótese é a de que, talvez, por essa grande influência obscura de Poe, o poeta-Baudelaire tenha sido bastante ignorado e criticado pelos literatos da época. 
Nada disso faz o mínimo sentido, eu sei. Mas um dia posso desenvolver isso melhor e até convencer alguem de que faz algum sentido, começando por mim mesma. E, quem sabe, quando eu puder me convencer disso, posso até pensar que já sei alguma coisa sobre algo.


Inté!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Não

Ando me sentindo um pouco só.
Talvez ande me sentindo só demais.
Como se nada mais tivesse razão de ser, só a solidão em que me enclausuro. Tento ler alguma coisa, mas é sempre insuficiente. Os livros, que sempre foram melhores amigos do que os melhores amigos, parecem Não conseguir me dizer o que preciso saber, e isso é novidade.
Acho que tenho mania de perseguição.

Não só porque me sinto só, mas porque penso que todos, de alguma forma, me desprezam.
Na verdade, Não necessariamente desprezam, mas depreciam. Ou será que sou eu que me deprecio? 
Por que vejo nos outros a esperança do que deveria ser, do que poderia ser, do que Nunca seria?

Penso que Não.
Sempre penso que Não.
O sim e um figurante, um amigo distante a quem nunca mais dei meus préstimos

Penso sempre que a superação é alheia, não minha. Me superar é fácil, só Não para mim.
Acho que realmente me sinto só.
O que Não é necessariamente ruim
mas Não é simples assim


Exaltar o ócio ou a ausência dele, só me elucidam que o que sinto é abstrato.
Não escolho mais as minhas palavras, Não tento causar falsas impressões. 
Não ando mais pela sombra, mas tambem Não ando nos holofotes.

Talvez, o meu destino seja apenas esse:
Ou talvez seja esse:
Quem sabe esse:
Ou, preferencialmente, esse:
Ou Não

Tenho medo de acabar, de me acabar.
De que meu tudo se torne nada e meu nada se torne meu universo
Tenho medo de que me achem ruim
Tenho muito mais medo de desagradar qualquer pessoa do que parece
Não sorrio mais em vão.
Mas deveria.

Sinto que me incomodo
Sinto que incomodo
Sinto que...
Sinto demais. Mais do que é necessário.
Mesmo Fernando Pessoa já sentiu que Não era nada
Que nunca seria nada
Mas jamais abandonou todos os sonhos do mundo
Acho que abandonei
Ou Não

Gostaria de me livrar dessa sensação
Gostaria de Não me incomodar
Gostaria  de...

Não sentir.
Não duvidar.
Não temer.
Não sorrir.
Não olhar.
Não ter.
Não ser.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

M.D.V.A.

Esse post vai ser, na realidade, uma forma de reflexão e pseudo tratamento.
Eu gostaria de reconhecer aqui que sou uma Mão de Vaca Anônima. Tá, não tão anônima mais, mas eu realmente sou uma tremenda mão de vaca e gostaria de contar minha experiência.
Tudo começou quando eu nasci. Devo ter batico com a cabeça e perdido o gene de compulsão por compras com o qual todas as mulheres do mundo nascem. 
Desde a mais tenra idade, eu guardava moedinhas. Pra quê? Pra guardar, oras! Adorava ver meu(s) cofrinho(s) cheios. E, desde essa idade, quando chegava a hora de gastar com alguma coisa, eu começava a ter pesadelos, tremedeiras, etc, etc, etc.
Fui crescendo e a compulsão por guardar dinheiro foi crescendo junto comigo. Quando estava na pré adolescencia, minha avó me dava uma mesada de 50 conto por mês. Pro meu eu de 10 anos, 50 conto era o PARAÍSO. E eu guardava tudo, até conseguir ter bastante dinheiro e gastar com... nada. Era praticamente obrigada a gastar com alguma coisa, pra mamãe ter a doce ilusão de que eu era uma pessoa normal.
Daí, cheguei na adolescencia e, como toda criatura dessa idade que se preze, deixava de comer na escola pra guardar o dinheiro do lanche. Mas, diferentemente das outras criaturas dessa idade, eu não gastava a porcaria do dinheiro com bolsas, sapatos, maquiagem, nem nada! No máximo, gastava com livros, mas só se nao conseguisse convencer ninguem a me dar.
Agora, estou cá com 20 anos. Deveria estar curada, correto? NÃO! Parece que a compulsão por guardar dinheiro só aumentou e, a cada dia que passa, me sinto mais parecida com o Tio Patinhas. Atualmente, mamãe e Rose só faltam me bater (isso quando não batem...) pra que eu gaste algum tostão. Eu realmente estou atingindo altos níveis de loucura, do tipo monitorar a conta no banco umas 4 ou 5 vezes por semana, contar os centavos, ficar verdadeiramente deprimida quando preciso gastar dinheiro. Então, me perguntem qual meu objetivo em guardar dinheiro que eu vou responder, com toda a sinceridade do mundo, que não é nenhum motivo específico. Eu gosto de guardar o dinheiro só pelo simples prazer de fazê-lo. Oi!
Gostaria de suplicar humildemente às pessoas, que compreendam meu problema, poiscreio que seja uma doença, como qualquer outro tipo de compulsão, porque os alcoolatras são doentes. Os compradores compulsivos são doentes. Os viciados em comida são doentes. Os viciados em guardar dinheiro também são. 
Pronto, abri meu coração aqui. Agora vou ali procurar me tratar, 1BJ.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tiê, livros, férias

Faz mais ou menos uma semana desde que o Felipe me disse pra ouvir Tiê. Daí fui eu lá, toda pimpona baixar, não esperando muita coisa. Dei com os burros n'água, acabei viciando e, há mais ou menos uma semana, só escuto Tiê. A voz dela é tão doce e bonita que dá vontade de ficar ouvindo eternamente. É uma afinação de dar inveja nas pessoa com voz de gralha tipo eu. Além de tudo, as composições são lindas demais, isso dito por mim, que acho tudo besta. Me identifico absurdamente, até o âmago. E é isso, na próxima vida quero nascer Tiê. Ou Rodrigo Amarante, mas isso é oooutra história...
Na verdade, antigamente, eu tinha verdadeiro repúdio por vozes femininas, mas fizeram uma pequena lavagem cerebral na minha cabeça. Mas continuo nao gostando de vozes viadinhas irritantes agudas do demônio etc.
Nem sei pq eu to postando sobre isso aqui, mas, como ninguem lê, to de boa HAHAH

Enfim, estou na última semana de férias. Alguem me recomenda algo pra ler? Algo BEM leve e BEM chicklit e BEM sem conteudo? Semana que vem vou me atulhar em teorias literárias e livros que dão mindfuck, preciso limpar o cérebro. Acho que vou reler meus livros da Marian Keyes. TODOS! Começar com  Watermelon, depois Rachel's Holiday, depois Los Angeles, depois Anybody Out There, depois Last Chance Saloon,  depois Lucy Sullivan is Getting Married, depois This Charming Man, depois Sushi for Begginers, depois The Other Side of the Story e finalizar com This Charming Man. Comecei a pensar agora que dei muito dinheiro pra Marian Keyes, sério. Enfim...
 


 DESAFIO: LER TUDO ATE SEGUNDA. VALENDO!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Recomeço - A Missão

Cá estou, novamente, tentando dar continuidade ao blog. Eu sou extremamente descomprometida com isso, eu sei. O grande problema é que, mesmo de férias, to cheia das coisas pra fazer, isso que dá gostar verdadeiramente do seu curso e fazer o possível pra ter a formação mais bonita e completa possivel.
Mas nãoo vou ficar falando de quão maravilhoso é meu curso aqui (apesar de ser rs), vou falar de coisas amenas, como o clima. Tá, nem vou.
Essa é a minha última semana de férias, mas o projeto que participo começou em Março. Esse ano está sendo realmente gratificante e eu estou adorando dar aula, coisa que eu não pensei que fosse acontecer, tipo, nunca! E, além de tudo, consigo até falar em público direitinho como manda o protocolo, bem menos tímida que antes etc.
Tá, nem foi pra isso que comecei a escrever. Esse post, na verdade, é pra marcar o Milésimo Novo Começo desse blog e eu prometo a mim mesma que agora vou postar direito, pela milésima vez. É patético ler isso de novo e de novo e de novo, mas o mínimo que posso fazer é prometer.
Enfim, amanhã darei detalhes de alguma coisa que ainda nao sei, provavelmente um sonho que vou ter daqui a pouco, quando dormir. Ou um sonho que vou inventar! RÁ!
bjs pra quem lê (ninguém)

PS: Voltarei a nadar segunda feira. Lembre-se disso, Priscila.